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terça-feira, 28 de maio de 2013

Senhorinha

    Há canções que basta uma escutada só para emocionar-nos. A Senhorinha, do Guinga, foi uma delas para mim. Há pouco, quando a conheci, fiquei de olhos cheios e adoçada. 

    Delicada, terna, leve e bela. 

    Um soprinho acalentador.





Senhorinha
Guinga

Senhorinha,
moça de fazenda antiga, prenda minha,
gosta de passear de chapéu, sombrinha,
como quem fugiu de uma modinha.
Sinhazinha,
no balanço da cadeira de palhinha,
gosta de trançar seu retrós de linha,
como quem parece que adivinha (amor).


Será que ela quer casar?
Será que eu vou casar com ela?
Será que vai ser numa capela
de casa de andorinha?


Princesinha,
moça dos contos de amor da carochinha,
gosta de brincar de fada-madrinha,
como quem quer ser minha rainha.


Sinhá mocinha,
com seu brinco e seu colar de água-marinha,
gosta de me olhar da casa vizinha,
como quem me quer na camarinha (amor).

Será que eu vou subir no altar?
Será que irei nos braços dela?
Será que vai ser essa donzela
a musa desse trovador?

Ó prenda minha!
Ó meu amor!
Se torne a minha senhorinha.