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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Show do Capinha Blues em Patos de Minas



Pessoal, se vocês estiverem em Patos de Minas nesta sexta-feira, dia 06/05, não deixem de conferir o show do meu estimado padrinho Capinha Blues. Será realizado às 21h, no "Rancho Sagarana", cujo endereço é:  Rua Vicentina Rodrigues, 656, bairro Jardim Panorâmico; ponto de referência: entrada Hélio Amorim, matinha PTC 2.

Conforme informado na imagem do cartaz de divulgação acima, Capinha terá por repertório musical clássicos do Reggae, Blues, MPB e Rock'n Roll, além, quem sabe, de algumas das suas composições.

Fica o convite!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Aterciopelados



Aterciopelados é o nome de uma dupla colombiana de rock alternativo surgida nos anos 1990. Composta pelo baixista Hector Buitrago e a vocalista Andrea Echeverri, o duo segue um dos principais critérios de composição musical de outras bandas do gênero: buscar a aproximação dos sons característicos do rock acrescentados aos estilos típicos da região de origem dos compositores. Assim, eles misturam suas raízes latino-americanas ao rock, produzindo um som bastante refinado e novo.

Com melodias para os que gostam do mais puro e pesado rock até os que curtem um misto de folk e reggae com rock, os Aterciopelados levam, muitas vezes, em letras de poucas palavras, mensagens de caráter social bem lemas da época do movimento hippie e das gerações de rock dos anos 80 e 90, ou seja, mensagens que incluem críticas às injustiças políticas, aos direitos femininos e apelo à observação da questão ambiental. A diferença para algumas das bandas que trataram dos mesmos assuntos estará na exposição menos explosiva e mais disposta a retomar temas singelos, quase ingênuos, como, para citar apenas um exemplo, o amor de alma gêmea.

O último CD lançado pela dupla foi chamado de Río (Nacional Records, 2008) e me pareceu um dos mais belos. Selecionei duas músicas dele ("Vals"- para mim a mais bonita, e "Río") e uma música ("Complemento") do penúltimo disco, o Oye (Nacional Records, 2006), a fim de que possam conhecê-los. Hector e Andrea já têm 10 discos, sendo o último reconhecido pelo prêmio Best Rock Alternative Album (Latin) 2010; e a banda já foi mencionada pelas famosas revistas Time Magazine e Rolling Stone como uma dupla com habilidade de estilo. Só para completar os detalhes sobre a dupla, uma notícia: Andrea participou da faixa "Tudo vai ficar bem" do álbum "Daqui Pro Futuro" do Pato Fu.

Todas as músicas do último álbum da dupla me chamaram a atenção pela maestria de unir belos sons, mas não deixarei de lembrar de Vals pela poesia simples da canção e da letra; de Complemento pelo belo e criativo vídeo-clip e de Río pela melodia alegre. Vejam-nas abaixo, respectivamente:




Bailemos este vals, atravesemos paredes,
bailemos este vals, démosle vuelta a las estrellas,
y pintar nuestra pareja, de todos los colores,
Bailemos este vals, al ritmo de las esferas,
bailemos este vals, que en tempo lento navega,
y pintar nuestra pareja, de aromáticas flores,
Danzando al son, de un nuevo sol, en perfección,
en expansión
Y marco el paso, un dulce abrazo, coreografías,
en tu regazo
Bailemos este vals, atravesemos... colores
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Complemento


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Río


domingo, 27 de março de 2011

The Vegetable Orchestra


A música é mesmo um território para experimentações infinitas. Há pouco, conheci um grupo de 13 músicos (na foto acima não estão todos os participantes) que compõem sons com cenouras, pimentões, abóboras, pepinos, rabanetes, entre outros "sonoros" vegetais e/ou legumes. The Vegetable Orchestra, os responsáveis por esta novidade, estão, presentemente, em turnê pela Europa, apresentando o terceiro CD do grupo, chamado "Onionoise", o qual conta com ótimas melodias, que ora trazem sons familiares, ora sons abstratos e novos.

Escutando canções como "Nightshades", "Brazil" ou "Prelay" (no meu gosto, algumas das mais bonitas) reconhecemos suingues que lembram ritmos africanos, com sons provenientes de instrumentos de sopro e batuque. Em outras melodias, já surgem, muito levemente, sons parecidos com a música eletrônica. Inclusive, diga-se de passagem, no segundo CD ("Automate") do The Vegetables, eles fizeram versões covers dos alemães Kraftwerk.

Com verdadeiros sons para trilha sonora de filmes, os orquestristas ainda aproveitam para levar uma mensagem de sustentabilidade para o mundo. No final dos espetáculos, é distribuída ao público uma sopa preparada com o que não pôde ser aproveitado dos vegetais.

Abaixo deixo um vídeo, através do qual é possível conhecer um pouco do processo de criação dos "instrumentos" e das músicas do grupo. E indico também o site deles, no qual será possível conferir as músicas as quais me referi no post. Apreciem!



domingo, 20 de março de 2011

Lestics

Recentemente conheci (não ainda pessoalmente) uma banda paulista chamada Lestics, dona de um som sincrético e bastante suave, que traz influências do rock, do folk e do country. O compositor e vocalista, Olavo Rocha, explica que o nome do grupo (Lestics) é decorrência da união do artigo “les”, do francês, mais a palavra onomatopaica popularmente brasileira “tics”, que significam, literalmente, “os tiques”. Ainda segundo Olavo, a ideia para se chegar ao nome próprio Lestics surgiu da sua experiência com o que é a música. Ele, numa comparação interessante, define: “Como os tiques nervosos, a música é algo que você faz involuntariamente e que toma conta de você. E, ainda que você não queira, ela te obriga a ter uma reação ou uma ação (não necessariamente originária da sua racionalidade).”
Desde 2006, os cinco integrantes da banda (Olavo Rocha, Umberto Serpieri, Marcelo Patu, Lirinha e Xuxa) também são responsáveis pelas suas composições e, uma delas, a que é a faixa um do seu mais novo CD, intitulado “Aos abutres” (2010), foi o meio para eu conhecer os outros álbuns do grupo, os quais podem ser conferidos e baixados pelo site oficial da banda.
A faixa um, chamada “Travessia” foi inspirada no Moby Dick do Herman Melville - autor de quem gosto muito -, e todo o clipe da música foi feito com ilustrações de antigas edições do livro, bem como numa "brincadeira" de destacar palavras do texto do escritor norte-americano. Coloco abaixo o vídeo do clipe e a letra da música, que, a propósito, achei bonita, simples e poética.
Fiquei pensando que, de repente, também, a letra (e a música, claro) poderiam ser um instrumento pedagógico inicial para quem dá aulas de literatura no ensino médio e vez ou outra precisa discutir, com os adolescentes, uma obra nada fácil como Moby Dick. Talvez extraindo um possível sentido da letra, a de alguém que está diante de uma travessia e precisa fazê-la apesar de uma série de obstáculos, inclusive (e especialmente) os de natureza interior, como o medo, os alunos já fossem preparados para as aventuras de Ismael e de toda a tripulação que, numa espécie de travessia, buscam a baleia branca, que, no fim, muito será esta travessia mesma do aprendizado interior.


            
                                           


Travessia
Composição: Lestics

As águas negras
Do oceano
Se abrem a sua frente
No seu encalço
A raiva cega
O que todo um continente


Você quer se salvar
E segue adiante
Mas o céu jamais esteve
Tão distante


Você avança
Lentamente
Pisando nos corais
Envolta miram
Curiosos
Os olhos abissais



Você quer se salvar
E segue adiante
Mas o céu jamais esteve
Tão distante

Ainda, para as pessoas que se interessarem pela banda e estiverem com um tempo que permita assistir a um vídeo de apresentação da Lestics, integrantes e músicas, indico este título de vídeo: Lestics, uma apresentação