sábado, 14 de maio de 2011

Pina Bausch


Tive meu primeiro contato com a coreografia enérgica de Pina Bausch quando assisti, há um bom tempo, ao filme Fale com Ela (Espanha/2002) do Almodóvar. No filme é mostrada a apresentação do espetáculo chamado "Café Müller", o qual põe em ação a trama das relações lamentosas de amor entre casais como ponto de partida para discussões tais como os desencontros humanos. 

Pina Bausch, coreógrafa e dançarina alemã, tem um trabalho que se caracteriza pela junção do teatro com a dança moderna, a retratarem, sobretudo, sentimentos como o de amor e tristeza. Ela e a sua companhia, de nome Tanztheather Wuppertal, interessados em incorporar formas particulares de expressão de sentimentos, também tomaram para inspiração algumas das emoções mais fortes de culturas como a nossa (como pode ser visto no espetáculo "Água"), bem como as emoções, ainda que forçadamente reprimidas,  orientais. 

Ao que me parece, todos os espetáculos de Pina, que comumente dançava em todos as suas apresentações, tem por marca maior movimentos enérgicos, parece que sempre afeitos a mostrarem o lado mais explosivo dos sentimentos. E alguns, surpreendentemente, nem sempre se fazem acompanhados por músicas. Pina rompe com a ideia da dança clássica, na qual somente havia espaço para os movimentos, para também permitir que seus dançarinos falem e traduzam em gestos e movimentos sentimentos humanos. Segundo suas mesmas palavras: "Eu não me interesso em como fazer um movimento, mas em por quê fazê-lo." O resultado: quase um "teatro dançante".

Morrendo ao 68 anos, em junho de 2009, a coreógrafa teve sua vida e a de sua companhia contada num documentário em 3D lançado por Wim Wenders, documentário que apenas foi exibido em Berlim e sem previsão de estreia para o Brasil. E, mais recentemente, em abril deste ano, o espetáculo Ten Chi (Céu e Terra) foi exibido no teatro paulistano Alfa. Sobre ele e sobre um pouco da trajetória de Pina, coloco um vídeo organizado pelo programa Metrópolis da Cultura. Também deixo parte da apresentação "Café Müller" e o trailer do documentário do Wim Wenders.








4 comentários:

Lívio disse...

Bruna, que bom que o Brumas tem navegado nos vários... ritmos da arte.

Bruna disse...

É isso aí.

Abraços, Lívio.

Anônimo disse...

Bruna,
Tenho sentido falta das postagens do Brumas. Há tempos que não deparo com um texto, uma imagem...
Será que as brumas se foram?
Grande abraço,
Luís André

Bruna disse...

Oi, Luís André,

surpresa boa a de você por aqui!

Então, o Brumas está mesmo precisando ser atualizado. É que este mês estou lidando com uma parte espinhosa do projeto com o qual estou envolvida e não estou conseguindo parar para postar algo no blogue. Mas prometo que, no mais tardar, semana que vem, posto alguma coisa.

Isso tudo indica que a razão por não ter postado é outra, diversa das brumas. As brumas, ah... essas, nunca se vão.

Um abraço grande.